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Formas musicais - Como ouvir o pensamento musical

Maestro Ricardo Rocha


Período

De 11 de março a 29 de abril de 2011
Março: 11, 18, 25
Abril: 1, 8, 15, 29


Horário

Às sextas-feiras, das 10h às 12h30


Carga horária

21 horas/aula

Ementa

O curso oferece uma abordagem nova para a audição das ideias musicais e sua organização estrutural, a partir da audição de CDs e DVDs, acompanhada de pranchas onde a estrutura da obra ou de um de seus movimentos encontra-se como que didaticamente topografada, revelando os padrões e a maneira com que o compositor organizou seus principais temas e idéias.
O resultado deste novo método surpreende pela experiência de uma audição completamente diferente, capaz de abrir novas vias de acesso ao entendimento e à fruição estética de obras de grandes compositores.


Objetivo

Possibilitar a aprendizagem de uma audição musical inteligente para leigos em música, mas também estudantes de artes em geral e músicos profissionais.


Conteúdo programático

O curso analisará 7 das mais importantes e diferentes formas que a história da música produziu e consagrou, a saber:

1) Abertura - Obras a serem analisadas:
- Clássica (final do século 18): Mozart, abertura de A Flauta Mágica
- Programática (século 19): Wagner, abertura de Os Mestres Cantores
- Concertante (século 19): Brahms, abertura do Festival Acadêmico

2) Suite - Obras a serem analisadas:
- Barroca (século 18): Bach, Suite n. 3, em ré maior, BWV 1068
- Moderna sobre temática barroca (século 20): Stravinsky, Suite Pulcinella
- Moderna (século 20): Béla Bartók, Suite de Danças)

3) Sinfonia Clássica - Obra a ser analisada: Schubert, Quinta Sinfonia

4) Sinfonia Romântica - Obra a ser analisada: Tchaikovsky, Quinta Sinfonia

5) Concerto Solista – um painel comparado:
- Introdução: origens séc 18 - Bach, Concerto de Brandemburgo n.5, 1º. mov.
- Piano, Classicismo: Beethoven, Concerto n.3 em dó menor, 1º. movimento
- Violoncelo , Romantismo: Dvorák, Concerto n.2 em si menor, 1º. movimento
- Piano, Modernismo: Ravel, Concerto para Piano em sol, 1º. Movimento)

6) Poema Sinfônico - Obras a serem analisadas:
- Sibelius, Finlândia
- Leopoldo Miguéz (Brasil): Ave, Libertas!
- Debussy, L’après-midi d’un faune

7) Missa - A primeira forma da história da música. Obra a ser analisada:
- J.S. Bach: Missa em si menor
Uma análise de suas partes no contexto histórico e musical, o uso do latim e o papel da presença do Credo do Concílio de Nicéia num compositor convictamente luterano, assim como o depoimento deste sobre esta que foi a mais importante obra de sua vida, na qual trabalhou por cerca de 25 anos.

Ao todo, o curso oferecerá a análise de 16 dentre as mais importantes e famosas obras da história da música, escritas nos séculos 18, 19 e 20, por 14 dos maiores compositores de todos os tempos, como Bach, Mozart, Beethoven, Schubert, Brahms, Wagner, Tchaikovsky, Dvorák, Miguéz, Debussy, Ravel, Sibelius, Bartók e Stravinsky.


Investimento

2 parcelas de R$ 95,00


Inscrição

As vagas são limitadas. Clique no link abaixo e faça sua pré-inscrição online para garantir sua presença. A inscrição estará confirmada com a entrega da documentação solicitada na secretaria da faculdade.
 
faça sua pré-inscrição

Documentação solicitada (original e cópia)

Identidade
CPF
Comprovante de residência

OBS: A documentação deverá ser entregue na secretaria no ato da inscrição

 
 
Ricardo Rocha é pós-graduado na Escola Superior de Música da Universidade de Karlsruhe, Alemanha, obteve título de ‘Kappelmeister’ o mais alto em Regência em países de língua alemã. É também Mestre pela UFRJ e formado em piano pela Escola de Música Villa-Lobos. Na Alemanha, criou e dirigiu por 11 anos (1989 a 2000) o ciclo “Brasilianische Musik im Konzert” para a difusão da música sinfônica brasileira, dirigindo grandes orquestras como a Sinfônica de Bamberg, as Orquestras Filarmônicas da Turíngia, Baden-Baden e Südwestfalen. No Brasil, tem regido como convidado as Orquestras Sinfônica Brasileira, Teatro Municipal de São Paulo, Sinfônica de Minas Gerais, Petrobras Sinfônica e Sinfônica Nacional. Em Cuiabá fundou e dirige artisticamente a Sociedade Musical Bachiana Brasileira desde 1993, tendo sido Diretor e Regente da Orquestra Sinfônica da UFMT (1992-93). Em Belo Horizonte, foi Professor de Regência e Maestro Titular da Orquestra e do Coro da Escola de Música da UFMG (1994-95). No Rio, é Diretor Musical da Cia. Bachiana Brasileira, com a qual produziu diversas gravações em CD, DVD, programas para a TV e o Rádio, atuando como professor de Regência e Análise em Festivais e conferencista. É autor do livro Regência, uma arte complexa (2004), hoje adotado nas principais escolas de música do país. Escreveu também artigos, publicados em português e alemão.